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Introdução
O Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo
reúne três parques, o Parque Nacional do
Kruger, na África do Sul, o Parque Nacional
de Gonarezhou, no Zimbabwe, e o Parque
Nacional do Limpopo, em Moçambique. A área
proclamada como Parque Nacional do Limpopo
(PNL), em Novembro de 2001 foi anteriormente
utilizada como uma zona de caça (Coutada 16)
e cobre uma vasta área de 1.123.316
hectares.
Por recomendação do Conselho de Ministros do
Governo moçambicano, o Fundo Mundial para o
Meio Ambiente, financiou, através do Banco
Mundial, estudos de viabilidade que viriam a
culminar com a elaboração do relatório
produzido em 1996. O sonho, há muito
esperado, de ligação dos três parques
nacionais, incluindo as áreas intersticiais
chave, tornou-se uma realidade com os
acordos formais dos Governos de Moçambique,
África do sul e Zimbabwe, assinados a 10 de
Novembro de 2000, para o estabelecimento do
Parque e Área de Conservação
Transfronteiriços do Grande Limpopo.
Um dos primeiros passos do Governo
moçambicano para implementar o acordo formal
foi modificação do estatuto legal da Coutada
16 para o de um Parque Nacional. O Acordo
formal que estabeleceu o Parque
Transfronteiriço foi assinado pelos Chefes
de Estado, em Dezembro de 2002, na capital
da província de Gaza, Xai-Xai.
Fronteiras
O Parque é delimitado a ocidente pela
fronteira com a África do Sul, seguindo em
direcção norte-sul ao longo de 200
quilómetros. A fronteira do Zimbabwe toca o
ponto mais a norte da área, seguindo então
na direcção nordeste. O Rio Limpopo define a
fronteira leste, e o dos Elefantes a
fronteira sul.
Desenvolvimento
Embora o Parque Nacional do Limpopo tenha
sido oficialmente aberto ao público, em
Agosto de 2005, quando os Presidentes dos
três países inauguraram e abriram o Portão
do Posto Fronteiriço de Giriyondo, que liga
os Parques Nacionais do Kruger e do Limpopo,
está ainda a ser desenvolvido um trabalho
com vista a reassentar as comunidades que
ainda encontram-se a viver com o seu gado e
outros animais domésticos, dentro desta área
de conservação.
O Parque iniciou já o processo de
reassentamento dessas comunidades, seguindo
as linhas gerais das orientações definidas
pelo Banco Mundial. Prevê-se que este
processo seja concluído dentro dos próximos
cinco anos.
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